O que é trânsito para Brasília?

A situação do trânsito da capital do país e o que os seus habitantes têm a dizer sobre isso.

 

A palavra trânsito começa a ter outro significado em Brasília. Como capital e cidade mais bem planejada do país, ela vem enfrentando várias situações de trânsito obstruído. O que anteriormente não se imaginava que pudesse atingi-la tão cedo. Com o crescente aumento do número de automóveis, em circulação, e a falta de educação, no trânsito,  por parte de alguns motoristas. Alguns problemas começaram a surgir.

Brasília, ao concentrar a maior parte dos postos de trabalho, acaba gerando grande deslocamento de veículos.  Motoristas que vêm de diversas cidades satélites do DF (Distrito Federal) para o Plano Piloto. O que acaba gerando situações de congestionamento, nas principais vias de acesso a capital. A

Trânsito parado no Eixo Monumental ás 7h17min - Nayara Storquio

 Via Estrutural, a EPTG ( Estrada Parque Taguatinga – Guará ), a EPIA ( Estrada Parque Indústria e Abastecimento) e o Eixo Monumental são as mais afetadas por transtornos.

O que vai contra os as esperanças da população da cidade. Que nunca pensou em ter problemas com o trânsito, e ao sair de casa se depara com congestionamentos. Causados principalmente pelo grande número de carros. Mesmo em vias com até seis pistas de rolamento, como o Eixo Monumental, e com velocidade média de até 80 quilômetros por hora, como a via L4 Sul e L4 Norte. Que já apresentam uma rotina de engarrafamentos.

Os problemas e as soluções

Os motoristas da cidade já começam a traçar novas rotas, para se livrarem dos aborrecimentos causados pelo trânsito. Alinne Almeida da Silva, 21, usa essa tática para chegar á faculdade. “ Nosso trânsito esta ficando cada vez mais parecido com os de  outras cidades, como Petrópolis e São Paulo ” disse a estudante de Publicidade e Propaganda. “ Eu chego a sair de casa já me preparando para tomar outros caminhos, e evitar um possível atraso” afirma a futura publicitária.

A população da cidade que vêm enfrentando problemas, com relação ao deslocamento no trânsito.  E aponta que o principal motivo é realmente o aumento da frota de carros. E concentrando apenas 9% da população total do Distrito Federal, 2,5 milhões de habitantes, Brasília conta com uma frota de veículos correspondente a um milhão, segundo dados do Detran-DF (Departamento de Trânsito do Distrito Federal).

O que também já está afetando os estacionamentos. Motoristas, desrespeitando as leis de trânsito, estacionam nas calçadas, faixas de pedestres, canteiros e até ao longo das faixas de rolamento. Dificultando

Motoristas ignoram a placa de proibição, na falta de vagas.- Nayara Storquio

 ainda mais a circulação de pessoas e veículos por vários locais da cidade. A via W3 Sul e a Esplanada dos Ministérios têm convivido muito com esse fato nos últimos três anos.

A gerente do Detran-DF  do Paranoá (cidade satélite), Jânia Michirefe, 38, concorda com a população. “ Isso é uma tendência mundial, o crescimento da frota de veículos de Brasília não acompanha o desenvolvimento da cidade” declara a gerente. Jânia Michirefe por outro lado acha que o trânsito de Brasília, nessas condições, ainda conta com boas vias de acesso e fluxo moderado.

Mas com um veículo para cada 2,3 habitantes, o trânsito na capital federal já dá sinais de que está acima do desejável. Sendo que o trânsito da grande São Paulo, com a pior proporção em número de automóveis, do país, possui um veículo a cada 1,78 habitantes. O que quer dizer que se Brasília continuar neste ritmo, terá no ano de 2014 o equivalente a um carro por pessoa da atual população.

Isso não seria um problema se a os cidadãos da capital tivessem uma consciência coletiva. Pois se ao invés de sair uma pessoa para cada veículo saíssem, por exemplo, três pessoas, o trânsito ficaria com o fluxo melhorado em até 33%. Mas o transporte em Brasília não é assim, e é considerado como transporte individual de pessoas.

Carlos Alberto Santos Aires, 43, motorista de ônibus tem outra opinião sobre o caso. “O trânsito de Brasília ficou complicado, principalmente para os carros pessoais” afirma ele. O motorista reclama dos horários de “pico”. Que sempre vêm marcados com engarrafamentos em vários pontos da cidade. “Piora nos horários de pico, das 6h às 7h30min e das 18h30min às 20h30min, que o fluxo de carros é muito maior” aponta Carlos Alberto, que acaba tendo que sair mais cedo de sua residência para não se atrasar com os compromissos.

E no caso dos pedestres?

Falando apenas de transito de veículos não se podem esquecer os pedestres. Com essa alta taxa de carros em circulação, os pedestres também sofrem. Você deve estar se perguntando como um pedestre pode ser afetado. Eu explico. O pedestre que circula de sua casa para o trabalho e escola, ou vice versa, tem de atravessar as pistas que encontra no caminho. Essas pistas nem sempre tem uma faixa para pedestre, um semáforo, ou uma passarela. O que dificulta a travessia do pedestre.

Mariana Rodrigues Braga, 15, vai para a escola sem utilizar de transporte coletivo ou pessoal. Pois sua escola fica próxima a sua casa. Mas ao ter que atravessar a pista por volta de 7h00min da manhã ela fica na calçada cerca de oito minutos, aguardando uma pausa na circulação para poder atravessar com segurança. “ Eu já estou acostumada, fico parada na calçada  esperando uma ‘trégua’ do movimento para eu poder atravessar, o que ás vezes demora um pouco” declara a adolescente.

Os pedestres disputam a preferência com os carros, mesmo estando na faixa - Daniel G. Santos

Em Brasília se para na faixa de pedestres? É, antes realmente a resposta era “sim”. Hoje a faixa já não dá tanta segurança na travessia como proporcionava há anos atrás. Vários casos de motoristas que não respeitam a preferência do pedestre são comuns na capital. Eles param em cima da faixa, ou até mesmo nem chegam a reduzir a velocidade ao se aproximarem da faixa. O que nos últimos anos aumentou o número de casos de atropelamentos por decorrência disso.

Apesar de todos esses dados alarmantes o Cabo da PM (Polícia Militar), Joel Amaro, 43, esta satisfeito com a movimentação dos veículos do Distrito Federal. “O trânsito de Brasília é relativamente bom, com relação á outros estados” declara o policial. Acrescentou ainda que “a frota de veículos tem aumentado bastante, mas o número de ocorrências no trânsito com relação a acidentes não se alterou”.

Ainda tem quem concorde que os integrantes do corpo policial da PM de Brasília contribuam com a obstrução do trânsito, ao fazerem blitz em horários de pico. “Não estou dizendo que eles não devem fazer seu trabalho, mas ao colocarem uma blitz muito curta na pista, em horários de pico, fazem o transito parar” declara Antonio Braga, 21. Que para ir para a academia em horários de pico, chega a ficar parado no trânsito por vários minutos em decorrência de blitz, ou obstrução causada por cones. “Aquele ‘ziguezague’ das barreiras pode não fazer diferença em outros horários, mas com um grande fluxo de carros causa um congestionamento” declara o rapaz.

Opinião popular e providências

Outros problemas também são apontados, pelo público, no trânsito. E que não são causados por fluxo ou horário de pico. “As vias melhoraram, com as duplicações, mas os motoristas estão muito afoitos no trânsito” disse também o motorista de ônibus Carlos Alberto S. Aires. “As auto-escolas deveriam instruir um pouco mais os jovens no trânsito, pois tiram a carteira e são imprudentes” acrescentou.

Em resposta a essas reclamações o DETRAN recentemente mudou alguns critérios com relação ao transito. Um exemplo é a reforma do curso de direção para primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Que anteriormente era executado com uma semana de aulas teóricas, e quinze aulas praticas na direção de veiculo. Agora o obrigatório é quinze dias de aula teórica, e vinte aulas praticas de direção, para tirar a primeira habilitação. E a regra de um ano de “permissão”, antes de receber a CNH de motorista definitiva, permanece.

Além dessas providências o GDF (Governo do Distrito Federal) juntamente com o DETRAN-DF, a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) e a Secretaria de Transportes do DF, criou o programa “Paz no trânsito”. Com enfoque na divulgação de informações importantes que todo motorista deve saber para ser um bom condutor de veículos. Seja ele ciclista, motociclista, motorista ou até mesmo pedestres.

E com todos esses problemas e complicações o brasiliense vai convivendo. Alguns se acostumam com o tempo. Mas o fato é que trânsito de Brasília está cada vez mais cheio. E o povo aguarda possíveis soluções para que a capital federal não se transforme, tão cedo, em uma “mini São Paulo”.

Por Nayara Alinne Storquio

Escrito por Christopher Vogler , o livro “A jornada do escritor” (The Writer’s Journey – Título Original) foi publicado pela editora Nova Fronteira em 1998, e já está na sua segunda edição. Vogler é experiente quando se trata de produzir uma história. Já trabalhou na Disney, Warner Bros, Fox filmes e em outras grandes empresas, como analista de roteiros. Afirma ter usado a “jornada do herói” como um de seus principais instrumentos de apoio e auxilio na execução dessa função. Seu livro é um guia prático para um contador, leitor ou apreciador de histórias, roteiros, filmes. Seguindo um modelo simples, pode ser aplicado em quaisquer obras. Mostra como escrever uma jornada de acordo com uma estrutura básica, onde são separadas as etapas e o que há em cada uma delas.

 Usando como principal instrumento o “herói”, baseado na teoria de Carl G. Jung e nos estudos míticos de Joseph Campbell, Vogler começa a partir da idéia de que cada história tem um herói, a expor cada fase de uma jornada em que estará inserido. Mas não passa esses conceitos para que sejam exclusivamente seguidos como ele mostra. Ou seja, podem mudar de lugar e variar de acordo com cada história. Cita que “não devem ser seguidos como receita”, o que dá mais liberdade de mudar e transformar cada jornada do herói de formas diferentes e que, ao fazer isso, pode torná-las até mais interessantes.

A sua obra é dividida em três partes, definindo um plano de curso para que o leitor compreenda com mais facilidade o que será exposto a seguir. A primeira parte mostra os “arquétipos” existentes em qualquer história e que possam vir a aparecer no caminho do herói. Os personagens são tratados cada um com suas características individuais. O próprio autor fornece exemplos e o leitor, a partir daí, pode identificar os tipos de personagens em diversas histórias.

Na segunda parte, Vogler conta com minúcia e em detalhes, os estágios da jornada do herói pelos quais se segue uma história. Os estágios são: O Mundo Comum; O chamado à Aventura; A Recusa do Chamado; Encontro com o Mentor; Travessia do Primeiro Limiar; Testes, aliados e inimigos; Aproximação da Caverna Oculta; Provação; A Recompensa; Caminho de Volta; Ressurreição e Retorno com o Elixir. E são expostos, em cada um, vários exemplos, como o O Mágico de Oz, que Vogler cita ao longo do livro, pois tem todos os estágios bem definidos e é um clássico conhecido por todos.

Ao terminar cada capítulo e fazer uma breve definição sobre ele, o autor insere uma série de perguntas relacionadas ao que acabou de ser mostrado, pedindo que o leitor aplique-as em vários filmes e em sua própria jornada, seja numa história fictícia ou na sua própria vida, para fixar o que foi dito, antes de passar para outra fase da “história”. Isso também faz do livro uma obra um tanto repetitiva. Mas, de certa forma, isso proporciona que o leitor absorva melhor o seu conteúdo.

É na última parte que o autor aplica o que foi explicado no livro. Cita filmes, determinando neles o que está errado e o que poderia melhorar, separando-os em cada fase da jornada do herói. São eles O Titanic, O Rei leão, Pulp Fiction: Tempo de Violência, Ou Tudo ou Nada e Guerra nas Estrelas. Ao exemplificar cada uma das partes da jornada, o livro se torna mais interessante, faz com que o leitor reflita e se lembre das histórias citadas. E isso faz do livro mais fácil e simples de interpretar, além de utilizar uma linguagem acessível, que deixa a sua leitura mais prazerosa. Mas não só porque se podem aplicar as etapas da jornada do herói em ficção, mas também até na vida de cada pessoa.

É um livro excepcional, indicado tanto para quem segue a profissão de escritor, roteirista ou para quem apenas gosta de uma boa história. A “jornada do herói” e “A jornada do Escritor” na verdade estão inseridas num mesmo contexto, o caminho do escritor, do herói ou as duas coisas. Seja ele personagem ou simplesmente ser humano.

Shattered Glass (poster de divulgação)

Shattered Glass (poster de divulgação)

O filme “O Preço de uma Verdade”- 2003 (Shattered Glass – Titulo Original), realizado por Bily Ray, baseado em fatos reais, mostra a  história de Stephen Glass (interpretado por Hayden Christensen). Um jovem jornalista norte-americano que, no final dos anos 90, se tornou num dos nomes solicitados para publicações na The New Republic, uma conceituada revista de opinião. No entanto, o sucesso de Glass terminou quando Adam Penenberg (Steve Zahn), o jornalista da revista eletrônica Forbes Digital Tool, conseguiu provar que ele publicava artigos que eram inventados e sem fontes reais.

Na história, Stephen Glass é um contador de histórias, o seu  temperamento oscila entre o de um menino genial e o de um  egocêntrico. Glass encarna um mentiroso, fascinado com as suas histórias, que não sabe diferenciar uma notícia de verdade das obras de sua imaginação.  Desde que chega à The New Republic publicou 41 artigos, sendo que 27 teriam origem falsa e/ou duvidosa. O filme mostra os dois pontos de vista do drama, o do jovem jornalista e ao final o do que ele  realmente se  revelou, um garoto imaturo que inventa matérias e age como se isso fosse uma brincadeira de mal gosto á qual se deve somente pedir desculpas. O que acaba ocasionando  na sua demissão, e também,  lhe  dando   incredibilidade no mundo jornalístico.

Além de Hayden Christensen, a produção conta com um elenco composto por Peter Saasgard que interpreta o editor Chuck Lane, Chloe Sevigny interpretando uma colega de trabalho de Stephen Glass e Rosario Dawson que ajuda Steve Zahn (Adam) a desmascarar Glass no clímax da história.

Bily Ray também mostra  um olhar sobre o interior  do jornalismo, as relações dos seus profissionais da notícia entre si dentro de uma editora, a procura de fama contra  o espírito de trabalho em equipe, as condições de trabalho  e  a  valorização da superficialidade dos conteúdos. E nessa mistura,  de drama e documetário, ele apresenta o rigor e exigência necessários a esta profissão. Além de levantar um assunto inerente ao jornalismo, que é a ética jornalística.

O cidadão que se informa sabe o que ocorre no meio em que vive, confia no que lhe está sendo dito por meio da imprensa. Foi ela que sempre o atualizou através dos tempos. Mas as coisas mudaram. Hoje a comunicação é um dos modos mais comuns de controle social.

O jornalismo, atualmente, não tem sido responsável com o compromisso de informar a verdade dos fatos ao leitor, impedindo que ele tome partido e forme opinião realmente própria sobre o que lê. Além disso, o jornal tem oscilado entre a sua imagem de árbitro social, porta-voz do povo e de empresa comercial sem escrúpulos que recorre a qualquer meio para chamar a atenção.

Repórteres editam matérias com apenas o conteúdo de seu interesse, escondendo aspectos e dando ênfase ao que querem que o leitor saiba. Mas não é o pior de tudo. Ainda há a questão da ética. Os profissionais da informação zelam por ela. Entretanto, fontes subornadas, matérias fraudulentas e intromissão em vidas privadas aparecem nos “podres” do jornalismo.

Um trabalho tão importante não deve se deixar levar pela ambição de mudar a personalidade de ninguém. Deve ser justo e imparcial, apenas cumprir o dever que rege a profissão. Para que se tenha uma imprensa completa, legítima e não mais uma arrogante e tendenciosa forma de domínio público.

É graças ao jornalismo que  a população fica sabendo do que ocorre ao seu redor, seja próximo  á ela ou do outro lado do mundo.Os profissionais do ramo vão atrás das notícias que irão mantê-la  informada. Mas para a obtenção de certos tipos de informações somente a pesquisa não é o suficiente.

Hoje a comercialização da informação hoje é muito usada para a preparação de matérias jornalísticas que serão usadas em diversas formas de comunicação. Em vários casos, as fontes concordam em prover, desde que sua identidade seja preservada  pelo jornalista com quem conversa. Mas alguns repórteres, que acreditam na infomação acima de tudo, usam de diferentes modos para alcançar uma matéria mais completa e bem formulada.

 Um exemplo disso é o suborno de suas fontes. Usando  de bens materiais, seja dinheiro ou qualquer outro bem, para ter acesso a mais do que o informante queira lhe fornecer, para ser bem sucedido.

Entretanto, ser jornalista não dá o direito de invadir a privacidade dos civis,  nem de prejudicar a vida pessoal de ninguém. A não ser que a pessoa  a ser prejudicada esteja, ao cometer um erro, se auto-prejudicando e esse fato envolva o interesse público. Como, por exemplo, um escândalo de desvio de verba dos cofres públicos, onde o político ao ser revelado no seu “roubo” é cassado, prejudicando sua carreira.

No jornalismo existem muitas maneiras de se atingir o ponto desejado em uma matéria investigativa, sem precisar de meios ilegais para obtenção de informações. Porém, em casos de grande importância, certas formas de obtenção da notícia são encaradas como necessárias, como uma revelação de  perigo nacional ou algo que possa  surpreender a todos.

No dia das bruxas de 1938, Orson Welles fez uma transmissão de rádio que mexeu com a cabeça de milhares de pessoas. Uma dramatização de “A Guerra dos Mundos” na estação CBS, às 8h da noite. E, durante uma hora, as transmissões cotidianas da rádio foram substituídas por uma dramatização, na qual a Terra sofria uma invasão alienígena.

Nela radialistas cada vez mais desesperados relatavam o suposto “acontecimento” à medida que iam descobrindo que explosões em Marte e meteoritos caindo na Terra poderiam acabar com a raça humana. Sete mil homens marcharam contra uma única máquina de guerra marciana, por volta de uma centena de sobreviventes sobraram da batalha. O mundo estava sendo aniquilado. Essa foi a brincadeira que Welles fez com milhares de pessoas na noite de Halloween.

Quem tinha sintonizado o programa um pouco depois e perdeu o aviso inicial de que uma dramatização estava prestes a começar, só descobriu depois de 40 minutos, quando uma breve nota da CBS repetiu que era um programa de rádio. Mas, antes disso, a população entrou pânico, achando que tudo aquilo era real. E milhares de pessoas que ouviram alguns trechos da transmissão começaram a fugir desesperadas para lugar nenhum. Tentaram se esconder em celeiros, carregaram suas armas e saíram à procura dos monstros marcianos. Até se permitiam dizer que viam as nuvens de fumaça dos campos de batalha, mesmo estando de noite, Orson  Welles conseguiu atingir a imaginação delas. Foram sessenta minutos de caos.   

Mas, às 9h, o programa terminou e todos ficaram extremamente desorientados. Afinal, tinham acreditado em tudo aquilo e ficaram sem saber o que havia acontecido. Welles assegurou que tudo havia sido uma brincadeira de Halloween. Mas travessura provou que apenas o rádio, poderia levar as pessoas a acreditar em algo totalmente absurdo, como a invasão do planeta por seres extraterrestres, demonstrando o poder da comunicação.